quarta-feira, 23 de março de 2011

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O ônibus lotado
a vida enlatada
O comprimido que abafa a dor
e quando chegar à casa
três olhos de peixe cego
sairão das botas úmidas de agosto
um suspiro abafado pelo tilintar das engrenagens
uma ladeira tortuosa
e a maquina de metal gelado
parando uma
duas
três
e inúmeras vezes mais
(a nausea habitual)
distribuindo em cada esquina
praça
e viela
os sonhos
as esperanças
os antônios
as Marias
e as filhas das Marias
a pressa de entregar-se ao banho
de chegar ao leito
a prece muda e mecânica
a espera pela hora de recomeçar
o sono sem sonhos
os olhos sem brilho
cabisbaixos se cruzam
poucos são os que se cumprimentam
na nova manhã que está pra nascer
outro dia
o mesmo trajeto
outras vozes
o mesmo cigarro solto
o tilintar mecânico do motor
ecoando
...

a nausea habitual

(ÔniBus)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

convido-lhes para a mostra científica e CULTural que estamos preparando no CEFS
em paranapiacaba na rua direita. O norte do evento é propiciar a nteração entre aqueles que compreendem que paranapiacaba
é importante por muitos ouros motivos que vão para muito além de gerar renda atravéz de um turismo predatório. mas sim
que é um patrimônio humano para além do capital. fomentemos este canal sui generis e mostremos que nem os boicótes da reitoria
nem a perseguição da prefeitura irão nos parar.

Haverão palestras, filmes, oficinas, exposições, pinturas de painéis ao vivo, apresentação de trabalhos científicos e um
sarau de encerramento.

além de uma galera maluca afim de trocar idéias subversivas :).......

programação completa em:

www.mostracefs.blogspot.com

abraços

terça-feira, 15 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

AAAASSSS AARRRVVVEEERRREEESSS SSSOOOMMMOOOSSS NNNNÓÓÓÓZZZZEEEESSSS





O TODO NADA MAIS É DO QUE A PARTE ACRESCIDA DE OUTRAS PARTES E SE QUERES ENTENDER O TODO DEVE-SE ENTÃO PROCURAR A ESSÊNCIA DA PARTE.
EM ÚLTIMA INSTÂNCIA SE SE QUER CONHECER O MUNDO HUMANO A SOCIEDADE E QUAIQUER OUTRAS CRIAÇÕES OU RECRIAÇÕES ENGENDRADAS PELOS HOMENS, DEVO CONHECÊ-LOS EM ESSÊNCIA E A ESSÊNCIA ESTÁ NA PARTE QUE AO SER CONJUGADA ESCONDE O REAL E SE TRANSVESTE DE IDEAL." A RAIZ DO HOMEM É O PRÓPRIO HOMEM".

Gatos


"os gatos totalmente brancos de olhos azuis são sempre ou quase sempre surdos"
Friedrich Engels.

Fiat Lux: "Logos versus Chaos"

A amizade se solidifica quando se institui a figura do “confessor”, aquele que ao ouvir as limitações do outro, livra-o da culpa e resgata o caminho da vida feliz.

Epicuro - cartas a Meneceu

PREPARANDO A EXPEDIÇÃO NOTURNA

sexta-feira, 28 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010




quando a produção estiver pósta para servir os interesses reais da humanidade as mercadorias deixarão de ser produzidas(engels - sem fidelidade textual só na idéia)

terça-feira, 25 de maio de 2010

"Bicicleta"




“Até mesmo a forma de transporte que nos libertou era barata, pois nós, ou nossos pais, seguimos o conselho dos anúncios na traseira dos ônibus londrinos de dois andares: "Desça desse ônibus. Ele jamais será seu. Compre uma bicicleta por dois pence por dia". Com efeito, com poucas prestações semanais podia-se comprar a bicicleta – no meu caso uma brilhante Rudge-Whitworth, que custava mais ou menos cinco ou seis libras. Se a mobilidade física é condição essencial da liberdade, a bicicleta talvez tenha sido o instrumento singular mais importante, desde Gutenberg, para atingir o que Marx chamou de plena realização das possibilidades de ser humano, e o único sem desvantagens óbvias. Como os ciclistas se deslocam à velocidade das reações humanas e não estão isolados da luz, do ar, dos sons e aromas naturais por trás de pára-brisas de vidro, na década de 30, antes da explosão do tráfego motorizado, não havia melhor maneira de explorar um país de dimensões médias com paisagens tão surpreendentemente variadas e belas. Com a bicicleta, uma tenda, um fogareiro a gás e a novidade da barra de chocolate Mars, explorei com meu primo Ronnie (que a pronunciava "Marr", como se fosse em francês) grande parte das belezas civilizadas do sul da Inglaterra, e, numa memorável excursão de inverno, também as mais selvagens do norte do País de Gales.”




(HOBSBAWM, E. “Tempos interessantes: uma vida no século XX”. ISBN 85-359-0300-3. S.Paulo: Companhia das Letras, 2002. pp. 107-108)

"Contra o homosexualismo"

hoje temos um ascenso de posturas totalitárias como temos bem visto e é contra toda e qualquer forma de perseguição, seja ela étnica, sexual, religiosa, ou qualquer outra particularidade humana, que devemos lutar. particularidades que se forem de fato levadas as últimas instâncias são as grandes responsáveis pela riqueza cultural produzida pelos homens no decorrer de sua existência genérica.
Cercear os indivíduos de responder por sua individualidade é a tática mais vil e presunçosa de controle social, é a prática mais antípoda aos ideais de liberdade que acompanham as lutas emancipatórias. Muitos dos deturpadores da teoria do materialismo histórico usam de charlatanisses para esconder suas posturas reacionárias em relação a sexualidade tomando-a como naturalmente pósta, e fácilmente reconhecível na família mono nuclear, munen-se de piadas infelizes e guardam a sete chaves todo e qualquer desejo "escuso" estes não consideram entretanto, que os homens quanto mais se constróem como seres sociais, tanto mais estes homens deixam de responder instintivamente aos seus anseios ou necessidades biológicas meramente animais, mas passam ao contrário a serem criador e criação de novas bases de "acolhimento" social e novas perspectivas de análise destas útimas. portanto desconsiderar a necessidade e a grande valia das diferênças é minimamente colocar-se contra
o desenvolvimento da individualidade humana; pré-suposto da sociedade liberta. sendo que toda a ação que não pré-suponha a observancia de toda a diferênça e que não se coloque radicalmente contra TODAS as formas de subordinação destes por aqueles é mera prática da política e como bem sabemos é negativa por excelência e deve desaparecer junto desta.


"Aprender a não tomar flores por florestas."

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"OS RATOS DO CONGRESSO"



NO BRASIL ASSIM COMO EM TODO O MUNDO CAPITALISTA VIVEMOS CERCADOS DE PARASITAS QUE NÃO SÓ OPRIMEM SECULARMENTE MAS AINDA SE MÓSTRAM COMO OS GRANDES REDENTORES DA HUMANIDADE "MORTE AOS REPRESENTANTES ESTES NÃO REPRESENTAM NADA ALÉM DE SÍ MESMOS"

SACADURA CABRAL



NO COTIDIANO DA FAVELA EXISTEM ALGUMAS LEIS "TÁCITAS" QUE REGEM A VIDA DOS TRANSEUNTES, NA FAVELA ALGUNS NÃO FALAM OUTROS NÃO VEEM OUTROS NÃO OUVEM... EXISTE A POLÍCIA QUE MATA IMPUNEMENTE, EXISTEM OS POLÍTICOS QUE PROMETEM MUDAR O MUNDO COM UMA CANETADA, EXISTE O MEDO...E EXISTE ESSE POVO GUERREIRO QUE CONTAGIA E ENCANTA...EXISTE A VIDA...NA FAVELA:-EXISTIMOS!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"NADA É CONSTANTE; EXCETO A MUDANÇA."

<<< no dia seguinte >>>

No dia seguinte a moleza nas pernas
a rouquidão nas gargantas
a sujeira nas ruas
no dia seguinte a freneticidade da vida
a lentidão no pensamento
o vazio nos bolsos

no dia-a-dia do dia seguinte
o dia adia os sentidos
o dia consente
e dá nova chance

no dia seguinte o sol da manhã
as lembranças da noite
os resquícios da noite
a ressaca da noite
e de novo: os vícios do dia

do dia seguinte o porvir necessário
a sensação agradável
de um novo agóra
no dia seguinte o balanço do ontem
a crueza do hoje
no dia seguinte
entre mortos e feridos

estamos cá dentro de nós

estamos?

...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 21 de março de 2010



"presentearei assim como me presentearam"
palavras de Camila Preta*

quinta-feira, 18 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Antonio Gramsci

"Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento. Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes."

sexta-feira, 5 de março de 2010

m... disse (03:53):
acho que o amor sendo a faculdade mais abstrata do humano é também aquela que melhor caracteriza a relação de construçaõ mútua entre dois ou mais indivíduos e a própria responsabilidade com o outro do qual necessita impele os indivíduos a aprimorar seus meceniosmos
ops ...rs
m... disse (03:58):
seus mecanismos sociais aprimorando e desenvolvendo as formas de humanização de suas atividades cotidianas oque ainda que inconscientemente o leva a uma maior e deveras, mais complexificada cadeia de silogismos e analogias pelas quais o meio, repleto de inumeros meios e em tempos de massificação destes, se coloca não só como o primeiro contato comunicativo do indivíduo para com o restante da existência, mas como um agressivo portador de inúmeras equações geométricas qe visão a organização do espaço geográfico....
...
rsrrsrs...zueira até
bjs
A ESCOLA DO TRABALHO

Inicio esta discussão com ganas de torna-la uma construção coletiva e um relato direto das experiências vividas cotidianamente, na busca por uma sociedade onde os trabalhadores, produtores do mundo em si, passem a conformar-se como produtores do mundo para si onde cessem as lutas de classes juntamente com o fim das mesmas e onde a humanidade e suas capacidades não mais sirvam ao bel prazer de uma minoria de capitalistas mais sim que todo o desenvolvimento esteja a serviço da plena emancipação humana. Tomo como pedra filosofal desta construção a organização dos trabalhadores como indivíduos livres associados e a tratarei de forma ainda sintética, dados os limites de minha apreensão, mas tratá-la-ei como algo que enxergo como uma possibilidade real de organização da classe trabalhadora.

A escola do trabalho deverá constituir um espaço de experimentação real da abolição da divisão social do trabalho. Sua atividade produtiva deverá constituir uma fusão entre o pensar e o executar o trabalho, as atividades realizadas não deverão necessariamente transformar o individuo em um profissional da área em questão mas sim deverá possibilitar-lhe a plena capacidade de compreender-se como detentor da generalidade que capacitou aos homens reconstituírem o mundo a sua imagem e semelhança e alcançar o patamar evolutivo correspondente a tecnologia de seu tempo.
Sabemos entretanto, que tal possibilidade de compreensão só é plausível para indivíduos cuja atividade laboral os coloca em relação direta com o meio de produção e esta aspiração por sua vez só pode ser plenamente fruída a medida que o trabalho “espiritual”,intelectual, e o trabalho material executivo por excelência sejam fundidos.
Identificada pois a necessidade, sendo esta apontada pela análise racional da realidade objetiva, elabora-se então um plano que guiará todo o processo de execução de tal projeto este por sua vez deve, ainda que fugazmente como já o dissemos, ser apenas suficiente para que o indivíduo entenda-se como cooperador de uma generalidade da qual é produto e produtor.
Todo o trabalho deverá realizar-se dentro de uma relação de, apreensão, projeto, experimentação executiva e desenvolvimento coordenado.
A escola do trabalho deve basear-se em princípios organizativos consonantes com as organizações menos desenvolvidas no sentido “burocrático,”e ser guiada pela política social -guardados os limites da política- mais plena de todos os tempos, ou seja, a condição de trabalhadores livres associados, situação da qual a humanidade apenas em poucos ou no mínimo em curtos momentos teve o privilégio de engendrar. A realidade objetiva deverá ser o norte e o fruto da união entre estes trabalhadores livres associados.
As experiências vividas entre 1870 e 1871, pelos memoráveis realizadores da comuna parisiense, que deflagraram o primeiro levante da classe operária em face do capital, só podem ser comparadas, em universalidade de causa e profundidade radical, às que gozaram os trabalhadores russos feitores da gloriosa revolução de outubro de 1917, onde estes ensinaram ao mundo que era possível não só tomar os meios de produção e socializa-los como bens comuns, mas poder-se-ia atingir o ponto nevrálgico que a comuna não teve tempo de atingir em seus valorosos setenta e dois dias, e que a organização soviética dos povos insurretos da Rússia, nos demonstrou materialmente atingindo uma aceleração inaudita do desenvolvimento tecnológico por meio da abolição radical da propriedade privada dos meios de produção, estatização das instituições financeiras e etc, iniciando a luta por uma revolução socialista mundial.
O desenrolar de ambos os episódios foi de tremendo custo para aqueles que se colocaram contra o jugo do capital. Apreender a história, apropriar-se dos fatos que envolveram as lutas dos trabalhadores – tanto as lutas espontâneas quanto as previamente organizadas – é de suma importância, entretanto a natureza da presente explanação pede que nos atenhamos as possibilidades, retrocessos e avanços vividos no passado, que saibamos identificar os elementos que, se por um lado partiram de pré-supostos profundamente refletidos e razoáveis, em algum momento tomaram se não o rumo da burocracia de Estado e da traição, o rumo sombrio da carnificina imperialista e que muito disso se deu não só pelo ímpeto fascista mas também pelo embuste e medo social democrata, lembrando que em matéria de atraso são equivalentes aqueles que puxam o gatilho aos que permitem ou incentivam que outros o façam.
Sabemos então que as relações subseqüentes travadas onde houveram as insurreições trabalhistas; ou retrocederam a um estado de coisas tão opressor quanto ao dos períodos pré-revolucionários ou pioraram dado que não só separaram com mais força o indivíduo do fruir o mundo, produto de seu suor, mas ainda o afastaram progressivamente da capacidade de almeja-lo, processo ao qual a presente empresa se propõe reverter.
O papel da educação emancipadora entendida como o processo de troca e desenvolvimento de saberes ou seja da inter-penetração de fatores não necessariamente contrários em essência mas necessariamente diferentes na forma e subjetivos em perspectiva, possibilita a identificação e objetivação do novo, seu papel para ser cumprido de fato necessita guardar algumas particularidades, deve incentivar e produzir relações de trânsito em que o aprendiz em determinado momento passa a mestre e vice-versa possibilitando a um e outro que exerçam tanto sua inclinação “natural”, profissionalmente como seu interesse filosófico amadoristicamente e que tanto um quanto o outro emprego de suas faculdades intelectuais e físicas seja: facultativo, incentivadamente experimental e profundamente analítico.
É fato dado que a escola do trabalho deve preceder a sociedade do trabalho dado que ela cria não a possibilidade de ruptura revolucionária, pois esta já esta dada desde o nascimento da sociedade do capital, mas ela por seu turno gera uma relação de “produção dos meios de produção” que serve como protótipo – ou seja de modelo não acabado – para a realização da educação emancipadora que será necessariamente o norte da sociedade comunista.
Tomo a educação emancipadora como uma das – senão a própria – relação de maior valia pois é no seio desta que se produzirá o homem total em conformidade com o mundo total, mundo este produzido pela contemporaneidade múltipla na qual estamos caoticamente imersos. O homem harmônico, entretanto deverá pela essência de sua própria realidade produzir – por conseguinte – o mundo harmônico à sua nova imagem e semelhança, deve-se então fazer verdade em lugar da mentira, a crítica deve ser um ato legítimo de produção ou de denuncia mas nunca uma mera especulação vaidosa ou cobiçosa, mas de qualquer forma, por hora, este horizonte, só podemos vislumbrar de ante mão.
E enfim, me detenho momentaneamente na discussão para que a análise não se torne leviana e para que ao darmos o próximo passo em direção a execução da proposta – por hora sintética – apresentada, estejamos munidos tanto das críticas quanto dos acréscimos necessários ao desenvolvimento de projetos tão universalistas como o de uma escola do trabalho assim como tantos outros que cabe a nós discutir e engendrar, projetos estes que tem sido testados a todo momento em “isolados” focos de resistência, ações aspiradas e ou refletidas mas que só poderão de fato tornar-se em um “elo de ruptura”através da ação real de seres reais.
O que se propõe ou, o que se procura compreender são os meios de construção material de uma nova realidade. Realidade tal que poderá por diferentes pré-supostos e exemplos acabar com o jugo do capital, acabando com a secular separação de classes essencial ao status quo, acabar com a dominação que veio sendo potencializada pelo capitalismo mercantilista, agudizada pelo capital monopolista e extremada pela nova era dos imperialismos, é hora de uma definitiva antítese e da derradeira superação. É possível que seja a hora, cabe a nós engendra-la.

Valdir jr.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Me perco em exageros
volto e me dou
Sou tão pouco meu
que até meus olhos
são moradas alugadas
por brilhos outros

me quero prender
por amor sincero
mas se liberto me faz
como posso ser outro
se eu não me movo de mim
e tu não te moves de ti?


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

http://camillapreta.blogspot.com/

Quem me vê distânte
quieto
Sujere que eu não vá
tão longe
Que meu andar deselegante
é de puro mal jeito
[...]
Mas digo cá
minha preta
[...]
Também me guardo
e não é de hoje
Meu sacolejo bobo
vem de outros carnavais
Quem dera
ter o grito rouco
na manhã seguinte
Os pés doendo de tanto
pisar a dor
As mãos ardendo em palmas
que eu já não guardo mais
e está tão perto
o coração explodindo
em vozes
a transbordar peito afóra
e está tão perto
de novo
que será que será?

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/index.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Brás

A chuva cai
A cidade para
O céu a poucos metros daqui
Desaba
A bandeira tremula
Agora é só garoa
E de novo os carros
Donos de diferentes homens